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quarta-feira, 28 de março de 2012

Desabafo de há quase dois anos...

Hoje descobri uma coisa que me deixou muito triste. Essa situação já me deixou triste há quase dois anos atrás, mas hoje ainda tive mais a certeza do que algumas pessoas são ruins.

Então é assim: comecei a trabalhar em junho de 2010 no lugar onde estou. Quando fui, a outra funcionária não estava, pois teve um problema na perna e não podia ir trabalhar. Quando ela voltou já ei lá estava há cerca de um mês.
Ela nunca gostou de mim. Senti-o desde o primeiro dia. Tratava-me com frieza, com distância... Não falava comigo. Os dias custavam a passar pois nunca falava comigo.

Certo dia em agosto de 2010, a minha patroa foi de férias. Fiquei sozinha com a F, a tal funcionária. Eu sempre a tentei agradar, fazia tudo para que ela gostasse de mim, ia-lhe buscar comida, pois ela andava de muletas, etc. Isto porque agradar a F, seria agradar também a minha patroa, uma vez que as duas eram muito amigas. Mas não adiantava. Ela sempre foi assim comigo.

No local onde trabalho temos uma mini cozinha, onde colocamos comida, bebidas, etc, para lancharmos, almoçarmos, etc.

Cada uma temos um local onde colocamos as nossas coisas.

Certa manhã, cheguei lá ao local onde trabalho, e a prateleira da minha patroa estava vazia. As caixas de cereais desapareceram. A gaveta das bolachas estava vazia, tudo o que era de comer dela desapareceu, excepto uma caixinha de bolachas que estava em cima da mesa.

Eu achei estranho, visto que aquilo era da M, minha patroa, mas até pensei que a tal funcionária tivesse arrumado para eu não comer, sei lá.

Ao que a minha patroa chega após terem terminado as férias.

Discutiu comigo quando chegou lá e não tinha nada para comer. Acusou-me. Senti-me a morrer, aquilo não podia estar a acontecer comigo. Eu disse-lhe que não fui eu. Jurei que não fui eu. Mas sei que ela não acreditou em mim.

Disse-lhe ainda que por acaso até comi uma bolacha daquelas que estavam em cima da mesa. Uma apenas.

Sou uma parva. Quando berram comigo não consigo falar. Não sai nada. Se fosse hoje eu dizia: "Então F, sabes bem que não fui eu! Só podias ser tu!!!!" Mas sou uma estupida, nãoo consegui. Burra mesmo.

Fiquei com as culpas. Nessa mesma semana a minha patroa chamou-me a perguntar porque é que eu andava assim, um mau ambiente lá dentro, e eu disse-lhe que não gostei que me tivesse acusado. E ela disse que não me acusou, que estava a falar para as duas. Mas eu bem sei que estava a pensar que fui eu. Pois a outra estava lá há quase 4 anos, e eu estava lá há 2 meses.

Chorei muito. Aquele emprego que tanto me realizou, que eu andava tão feliz, fez com que eu me sentisse a pior pessoa do mundo.

Cheguei até a contar aos meus pais, muito mais tarde, já a F tinha saído de lá, e eles sempre me disseram que eu devia voltar a contar à minha patroa. Mas nem quis falar mais no assunto.

Ora, hoje houve uns acontecimentos que nada tem a ver, mas começamos a falar na F, que entretanto já lá não trabalha. Despediu-se em setembro de 2010. Apanhou a minha patroa de surpresa, deixou-nos de mãos a abanar, pois eu ainda estava a aprender, e a minha patroa estava a passar uma fase muito má com a mãe dela, a F foi muito egoísta, pois a minha patroa era a melhor pessoa do mundo com ela, tal como é comigo (adoro-a muito, por isso me custou tanto aquilo que aconteceu), mas voltando ao que eu estava a dizer: começamos a falar na F, e eu disse à minha patroa isto tudo. Que quando isso aconteceu não fui eu. E sabem o que ela me disse? "A F disse-me que foste tu que comes-te tudo e que bebes-te a àgua toda e os leites todos. Ela disse-me." Fiquei ainda pior. Afinal ela tirou mesmo TUDO de lá para me acusar. Eu sabia que os cereais desapareceram e as bolachas da gaveta, mes nem sabia isso das garrafas de água e dos pacotes de leite. Ainda por cima a F disse-lhe com todas as letras que fui eu.

Isto é normal? Porquê que ela agiu assim? Imaginem que a minha patroa me mandava embora. A sério, a minha patroa berrou tanto comigo naquele dia. Foi como se o mundo tivesse caído em cima da minha cabeça. Acabou com toda a felicidade que eu estava a sentir no momento.

O tempo passou, mas isso nunca vou esquecer. Não culpo a minha patroa. Pois temos que perceber que ela não me conhecia. E a outra era amiga dela. Ela também me disse hoje que como eu fiquei calada, claro que ainda pensou mais que fui eu. Mas eu sou assim, sou parva em ser assim. Mas como referi, se fosse hoje eu envergonhava a F diante da minha patroa.

Sabem o que a F fazia todas as tardes enquanto a minha patroa estava de férias? Ia para a Kitchenet falar ao telemóvel. Todas as tardes. Muito e muito tempo. E eu sabia o quanto a minha patroa confiava nela e o quanto gostava dela. E custava-me aquilo. Eu é que fazia tudo.

E isso ainda me revoltava mais, pois a minha patroa estava a ser tão, mas tão injusta comigo.

Hoje posso dizer que tenho a melhor patroa do mundo. Melhor mesmo. É mais que patroa, é amiga. Adoro-a do fundo do coração. Faria e faço tudo por ela, para a ver bem comigo, para ela não se arrepender nem por um minuto de me ter escolhido para ficar lá a trabalhar. Só quero que ela tenha orgulho em me ter lá, que goste de mim, do meu trabalho... Gosto mesmo muito dela. Nada do que faço é por interesse. Sempre fui muito apegada aos meus patrões (já tive 2, não enquanto trabalhadora, mas enquanto estagiária), pois acho que temos que ser fiéis aos nossos patrões. São eles que nos pagam. Se não fossem eles estavamos sem ganhar dinheiro. E não percebo como há pessoas que falam mal dos patrões (a não ser que tenham mesmo motivos). Mas a esta ainda sou mais. Ela é meiga, simpática, fala connosco como se nos conhecesse há anos....

Tinha mesmo que desabafar. Estou triste com isto tudo. Hoje recordei aquela semana, e é horrivel...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Assunto complicado

Já há algum tempo que ando neste dilema, que práticamente se transformou num problema.
Ora, em janeiro de 2011 fomos marcar o nosso casamento com o Sr. Padre L. Ele era o padre da nossa paróquia e como tal marcamos com ele. Claro que ainda era cedo, mas queriamos ter essa parte resolvida, para podermos tratar de todo o resto.
Eis que alguns meses após, esse padre foi embora da nossa paróquia, por motivos tristes, menos bons e complicados. Todos nós, ou melhor, quase todos nós, gostavamos muito dele. É novo, e faz uma missa excelente. Mas como há pessoas que não gostavam dele, enfim...

Sendo assim, após muito tempo sem termos missa certa, veio o novo padre. O Sr. Padre A. Esse padre tinha estagiado no nossa paróquia no ano anterior e sou sincera, até simpatizei com ele (sou catequista). Não tenho nada contra ele. E até gosto dele pois quando me vê está sempre a falar comigo.
Como é óbvio, quando ele chegou à nossa freguesia, marquei o casamento com ele.

Um dia, eu e o J estivemos com o padre L. e ele disse-nos que, apesar de ter saído da nossa paróquia, que nos fazia na mesma o casamento. Ficamos contentes.

Ora, o problema é que os meus pais querem que seja o padre L. a fazer-nos a missa de casamento (e eu e o J também gostavamos). Até ficaram chateados quando lhes disse que ia ser o padre A. a fazer o casamento.

A verdade é que a missa do padre L. é muito mais vivida.

Ontem falei com o padre A. para ver se não há problema em ser o padre L. a fazer-nos o casamento. Custou-me muito pois, apesar de eu querer fazer a vontade aos meus pais, também gostava que fosse o padre A. a casarmo-nos. E ele disse que podiam fazer os dois a missa de casamento e que também fazia gosto em estar presente na nossa cerimónia.

E acho que assim fica resolvido o problema. Os meus pais ficam contentes por terem lá o padre L. e assim eu não me fico a sentir mal por não ir o padre A. ao nosso casamento.


Porque custa-me imenso dizer que não quero esse padre para ir outro. Se fosse comigo também não ia gostar.

Que situação!